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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Florença a Cidade que Respira Arte

Tão pouco tempo.
Tão imensa beleza.
Tão ilustres habitantes incrustados em suas paredes de pedra e arte.
Como conhecer Florença sem se encantar com suas belas obras?

Impossível, mesmo os menos culto, artisticamente falando, conseguem passar incólume por tanta informação e arte incrustadas em 105 km2 de charme.Uma cidade que não pode ficar de fora de qualquer roteiro turístico.
Se você já ouviu falar e sempre quis conhecer Roma, Veneza, Milão, e nunca se preocupou em pensar em Firienze (em italiano), esqueça está idéia rústica.
Não quero dizer que não devas conhecê-las, são sim locais belíssimos e merecedores de todos os olhares, porém não exclua a mais charmosa de todas.Não deixe de ir a região Italiana da Toscana.
Florença.
Berço do Renascentismo Italiano, por onde em suas ruas de pedras pisaram pés mortais de gênios como Leonardo da Vinci, Michelangelo, Dante Alighieri, Filippo Brunelleschi, Nicolau Maquiavel, dentre outros.
Obras arquitetônicas góticas da primeira renascença italiana similares e únicas como a Basílica di Santa Maria del Fiore (Santa Maria das Flores) de Brunelleschi, e o Campanário (Giotto) são imperdíveis.
O Baptisterio de San Juan(Batistério de São João) com oito lados iguais que simbolizam os oito dias (en latín: octava dies), o tempo para a Ressurreição de Cristo, possuí uma das mais bela obras do escultor Lorenzo Ghiberti -1452, toda em ouro que representam cenas do Antigo Testamento, tão bela que ao vê-la Michelangelo emocionado lhe deu o nome de Puerta del Paraíso(Porta do Paraíso).
Hoje estão as originais protegidas no Museu dell'Opera del Duomo (Museu da Catedral), sendo este também uma visita imperdível, local onde por cerca de 1500 Michelangelo usando um bloco de mármore esquecido e usado transformou-o no notável David.
Encontramos várias obras célebres, como por exemplo La Madalena Penitente, em madeira, de Donatello, Pietá de Michelangelo, Bonifacio VIII de Arnolfo di Cambio, Battesimo di cristo de Andrea Sansovino, que são as esculturas originais que ficavam acima da Porta do Paraíso do Batistério de San Juan.
A Basilica di Santa Croce (Basílica da Santa Cruz), uma obra franciscana, e que diz a lenda foi erguida pelo próprio São Francisco de Assis, guarda restos mortais de intelectuais e artistas da época, como os citados acima Michelangelo, Alighieri, Maquiavel, Galileu, Ghiberti, Rossini, Donatello, assim como a escultura sobre o túmulo de Giovanni Battista Niccolini, feita pelo escultor Pio Fedi que historiadores citam como a inspiração a Estátua de Liberdade.
O Palazzo Vecchio (Antigo Palácio) , guarda obras inspiradoras em seu inteiror, assim como à sua frente na Piazza della Signoria (Praça da Honra) onde encontramos esculturas tais como a cópia de David de Michelangelo, Hércules e Caco de Baccio Bandinelli e a Fontana del Nettuno obra de Bartolomeo Ammannati.
Não custa lembra que a tão inebriante obra de Michelangelo o David original , também está em Florença, protegida entre cúpulas de vidro no Museu da Galleria dell'Accademia (Galeria da Academia de Belas Artes de Florença).
Ao lado do Palazzo Vecchio está a Loggia della Signoria, um edifício gótico com a presença de arcos que antecipam o estilo renascentista, construída originalmente para ser uma varanda articulada para a multidão durante as cerimônias oficiais da República Florentina, hoje nos contempla como um verdadeiro museu aberto donde encontramos obras como o Perseu e Medusa de Benvenuto Cellini, o Ratto delle Sabine de Giambologna e outros.
Por estas obras e tantas mais, nos sentimos banhados de cultura por caminhar dentre as ruas de pedras florentinas.
Como disse antes, tão pouco tempo para descrever tantas belezas encantadoras, porém não posso deixar de citar a talvez mais conhecida pela maioria dos viajantes, a Ponte Vecchio, o símbolo da cidade, uma ponte medieval sobre o Rio Arno, a mais antiga da Europa que alberga lojas e mercadores até os dias de hoje.
Me perdoem, se omiti grandes obras, grandes artistas, grandes arquiteturas, porém acostumem-se, em Florença, um dia só não basta, um relato só não conta, uma visão só não enxerga, uma lente apenas não capta, uma mente só não armazena, em um tempo só não se contemplam todas as imagens que nos assaltam a cada passo.
Acostumem-se a ter que voltar a Florença.
Muitas vezes.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Os Mistérios da Torre

Quem não fala sempre para si mesmo?
" Um dia eu vou à Europa."
Este dia, porém, projeta-se sempre lá para o fututo, ou no futuro do futuro, no pretérito do futuro.
Nunca se imagina que será tão logo (so soon).
Porém a oportunidade chega e você encara de frente, encara as prestações, a falta de dinheiro, as faltas de trabalho e vai.
Começa a busca frenética no Google de "onde ir na Europa".
Em várias páginas sempre li que na França você deve visitar tudo primeiro e se sobrar um " tempinho" vá a Torre Eiffel.
Ouvi que seriam filas quilométricas que levariam horas (4h no mínimo), turistas enlouquecidos atropelando-se uns aos outros em busca do melhor ângulo, loucos consumistas atrás de mais e mais souvenirs.
Uns mais conhecedores me sugeriram visitar um prédio no entorno, pois seria a mesma vista e ainda mais eu conseguiria ver a própria Torre.
Os mais cultos diziam; não deixe de ir ao Louvre se ficar na dúvida esqueça a Torre e vá ao Museu.
Não deixe de passear no Rio Sena, de lá você verá a Torre.
Os mais preguiçosos, ou talvez os que tem claustrofobia, acrofobia, sei lá, diziam; só vou olhar de longe subir pra que?
Mas algo dentro de mim dizia, como ir a Paris e não subir a Torre, seria como ir a Roma e cadê o Papa?
Então fiz extamente o que ninguém sugerira, fui a Torre.
Confesso que não esperando nada de mais, com aquele ar de carioca de que; já conheço o Rio de Janeiro, nada é mais belo.
Altura por altura tem o Cristo Redentor, etc e tal.
Segui o conselho de um amigo de subir ao final do dia, antes do entardecer, pois teria as duas cidades aos meus pés, de dia a vista de até 70km de distância e a noite, as luzes de Paris.
Me surprendi logo na chegada, a base da Torre já é encantadora, suas tramas e mais tramas de ferro bordando um desenho ilógico, toneladas e toneladas de estrutura (mais precisamente 7.200 toneladas) com uma leveza indescritível, uma renda bruta e surprendentemente uma fila de 50mts, organizada e correta.
Ao subir ao primeiro piso por um plano inclinado totalmente panorâmico, me sucumbi a seus encantos, as vozes ao meu redor como numa mágica verbal, ou um boneco de ventríloco pessoal falavam meus pensamentos, as mãos tremiam com a câmera digital tentando capturar toda a beleza para o meu mundo de gigabites, como se eu pudesses sequestrá-la só para mim, mera loucura, nada é capaz de capturar a emoção daquele momento.
Ao subir ao segundo plano, tive que realmente me curvar a beleza que é Paris e entender porque até o insando e impiedosos Hitler não conseguiu explodir os monumentos de Paris como planejava, e até uma foto com a Torre ao fundo pedir.
O sol se escondendo pelos limites do horizonte, as curvas do Rio Sena, a soberania do bairro de Montmartre, com a Basilique du Sacré-Cœur ao topo, o dourado da cúpula do Hotel National des Invalides, a explosão Gótica da Catedral de Notre-Dame, toda Paris foi entrando por minhas veias e me infectando de beleza e luz e deste ponto em diante não ouvia mais nada, apenas flutuava em pensamentos e tentava a todo custo armazenar mais e mais pixels de imagens em minha mente.
No terceiro piso encontrei a noite e junto com ela me foi apresentada a Cidade Luz, não sabia ser possível mais beleza, mais encanto, mas outra Paris se descortinava aos meus pés e foi o golpe fatal.
A Torre me venceu, me senti uma guerreira que tomba aos pés do oponente.
Porisso hoje escrevo e torço que em sua busca ao Google, as outras páginas sumam como poeira e você leia estas mau digitadas linhas e nunca deixe de subir a Torre.

Inesquecível.

Imperdível.


Incomparável.


Inacreditável.


Palavras que plainavam nos 3 pisos.
Não deixe de subir a Torre Eiffel.

Não vai embora ainda



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