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quarta-feira, 29 de abril de 2009

BLoGaGeM CoLeTiVa: O FiLMe Da MiNHa ViDa Do BLoG FIO DE ARIADNE

Filmes podem nos marcar pela sua beleza ou sua tristeza.
Este me marcou pela sua frieza.
Em Fevereiro de 1984 ao sair da sessão de cinema deste filme, nos meus antigos (?) 25 anos fiquei tão estupefada que escrevi um poema (transcrevo-o abaixo).
O filme me marcou tanto a ponto de duas quadras a frente eu ainda não conseguir pronunciar nem mesmo uma palavra, era um verdadeiro zumbi juvenil, e os que estavam ao meu lado me parecia iguais a mim.
O filme em questão era The Day After (O Dia Seguinte),os que o viram e lembram provavelmente tiveram a mesma reação que tive.
Aos que não viram, o mesmo tratava do assunto mais temido da época, a Guerra Nuclear.
Hoje, porém, revirando minhas anotações em minhas gavetas desarrumadas, ou talvez até revendo o filme , minha reação talvez seria outra.
Pois paro e analiso que realmente o que é a Guerra Nuclear hoje?
Somente uma lembrança distante, um medo esquecido.
Pra mim, e muitos cariocas ou brasileiros não é nada perto da guerra urbana diária a qual se submetem a cada saída de casa.
Cada ida e vinda é comemorada como um renascimento; Sim, escapei, retornei a minha trincheira sem ser abatido pelo inimigo.
Remeto-me a tempos passados, saudosistas, quando em meus medos da juventude a única temeridade era a Bomba Nuclear.
Que saudades destes tempos, onde não existiam balas perdidas zunindo a cada esquina, sequestros eram de pessoas abastadas, poderosas e não relâmpagos que somem com pessoas comuns somente por retirar seus míseros trocados da maquininha eletrônica.
Gangues eram coisas de filmes da máfia, crack(craque)indiferente da grafia era um bom jogador de futebol, Ar-15, Glock, eram palavras usadas pelos policiais da S.W.A.T. no seriado americano, balas à esmos eram doces destribuídos no dia de Cosme e Damião.
Desculpem.
Voltemos ao filme; o Diretor Nicholas Meyer, o responsável pelos dois melhores filmes de Jornada nas Estrelas (Parte II e Parte VI) construiu em O Dia Seguinte um clássico controverso e impressionante que marcou os anos 80.
Mostra ele com toda clareaza e frieza o que aconteceria se os EUA e a União Soviética tivessem desencadeado a Guerra Nuclear.
E não digo mais nada pra não estragar a surpresa dos que ainda não viram, mas aviso é um pouco assustador(ainda).
Perdoam-me os que acharam que aqui estaria um filme mais ameno, porém, foi este que ficou marcado em minha memória.


Informações Técnicas

Título no Brasil: O Dia Seguinte
Título Original: The Day After
País de Origem: EUA
Gênero: Ficção
Tempo de Duração: 126 minutos
Ano de Lançamento: 1983
Direção: Nicholas Meyer


Aos que ficaram curiosos, segue o texto que escrevi após ver o filme.








The Day (O Dia-A bomba zomba da tonta pomba)


Pais,
País,
Paz.
Na praça que passa,
O velho vejo.
Baba na barba.
Branco no banco.
Espera o fim da esfera.
A guerra que ferra,
Que fere a Terra.
Que espera sentada,
Sem nada,
Quase acabada.
Aniquilada.
De repente
Um tremor sente.
Explode.
Acaba com o que pode.
(E com o que não pode)
Lindo é o desenho no ar,
Mas não consigo mais respirar.
Aquele que a vê,
Nunca mais poderá ver.
Aquele que escuta,
Tem uma vida curta.
Acaba ali,
Sem nada ouvir.
O que viveu,
Inveja o que morreu,
Pois além de tudo ter escapado,
Fica mudo, ali sentado.
Esperando ela,
Aquela leve,
Escura mas clara,
Chumbo ou neve?
Como deve ser ela?
A radiação.
Como um som
Ocupa o espaço,
Por ela passo,
Passo a passo.
Nada faço.
Já está em mim
E é o fim até o fim.
O que resta não presta.
Contaminado ou aniquilado.
Quem foi o primeiro?
O segundo?
O terceiro?
Tinha terceiro??
Resumo do mundo
Agora imundo.
A pomba não venceu a bomba.
A bomba zomba da tonta pomba.
(Por que não, a pomba zomba da tonta bomba que tomba?).
Quero ar,
Quero respirar,
Quero o mar,
Quero escapar,
Quero me retirar,
Quero parar,
Não quero esperar
O mundo acabar,
Com a terrível.
Guerra Nuclear.



escrito em 24.02.84


FaBiaNa GuaRaNHo

11 comentários:

  1. Nossos medos tinham origem, não eram tão banais e absurdos.
    Vou rever (será que já o vi?) o filme.

    ResponderExcluir
  2. Eu não vi este filme, evito ver gente sofrendo o máximo que posso, é um defeito talvez, mas no cinema prefiro rir.

    Mas foi muito comentado! Não acho que o perigo passou totalmente, ainda temos esse tipo de arma, recentemente tem-se discutido muito sobre isso.

    Porém concordo que temos hoje coisas mais urgentes para ver, como valores que geram violência gratuita, retratada muito bem em outro filme, Laranja Mecânica, esse eu assisti, é horrível, mas parece que o autor era vidente.

    Neste momento envio pensamento de paz à humanidade, é essa a minha contribuição! Falo disso no post Inclusão Social lá no blog.

    Ah! Achei legal a idéia de colocar a ficha técnica!

    E também o poema, dá para ver que vc ficou realmente chocada!

    Bjão

    ResponderExcluir
  3. Não vi este filme Fabiana.
    Falha minha...

    Que belo poema nasceu da "mexida" em ti.

    "A pomba não venceu a bomba.
    A bomba zomba da tonta pomba.
    (Por que não, a pomba zomba da tonta bomba que tomba?)".

    Até quando esperaremos?

    Abraços Fabiana!

    ResponderExcluir
  4. Esse filme é mesmo impressionante Fabiana, e infelizmente não é tão remota essa possibilidade!
    Do seu assombro nasceu um poema e tanto! Parabens foi um prazer vir aqui te ler. Essa blogagem está me fazendo viajar e reencontrar momentos e estorias inesqueciveis!

    Abraços e parabens!

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  5. lindo poema e muito bem lembrado, um filme que faz a gente refletir... parabéns pela postagem!!!

    bjocas

    ps: tbm estou participando, dá uma olhadinha lá.

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  6. Este filme marcou mesmo. Lembro dele perfeitamente.

    obrigada por participar do desafio.

    Abraço

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  7. Boa lembrança. Estou apaixonada com a seleção do pessoal. Vontade de assistir a todos novamente ou pela primeira vez.
    Se quiser dar uma espiada na minha seleção, está no 'Façamos um Brinde'.
    Beijo e um otimo fds.

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  8. Pra mim todas as guerras são terríveis. Quando falam das bombas nucleares, biológicas, fico impressionada de como um país pode guardar coisas que devastariam o planeta em horas... daí tbm penso das guerras que enfrentamos tds os dias nas ruas e fico mais triste ainda... Nunca vi esse filme, mas td tipo de documentário que vejo sobre guerras me assusta... magina filme? xD
    bjsss

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  9. Oi Fabiana, além do poema aqui, fui ver e ler seu conto na CBJE, já enviei uns dois contos também. Fico feliz que esteja divulgando seu trabalho dessa forma, além de poder guardar para sempre um trabalho seu editado...legal né...
    Bom fim de feriado para você...um abraço na alma...bjo e parabéns...ah...tem o Antologias Palavras verdes que também é muito legal, poemas sobre a natureza, você vi gostar...valeuuu

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  10. Oi Fabiana!

    Fortes lembranças, temidas ações!

    Devaneio-me sempre: Que mundo é este? Pouca paz, amor, harmonia, união...

    Ecoabraços
    Patrícia

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